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PARA QUE SERVE A TRADE UNION - O SINDICATO?

“Se eles próprios, os chineses, não acreditam no seu modo de vida, quem acreditará? Isto demonstra que tal sistema é sem fundamento, especialmente econômico”.



O sindicalismo original, quer dizer um sindicato que esteja isento de tendências políticas que visam ‘transformar o processo econômico’ e considerando que isso não interessa às pessoas que estão trabalhando (basta observar a quietude das áreas industriais nestes momentos de convulsão política). Pois então, estes sindicatos, têm que seguir as normas gerais e então adaptá-las à sua realidade do cotidiano, na relação entre as pessoas, as instituições produtoras privadas e o governo. Mas, o que isso significa? Primeiro, as normas. Elas são nossas conhecidas de dois milênios: não roubar, não matar, não cobiçar etc. São os dez mandamentos. Estas são as normas que nos trouxeram até hoje, que estão na Lei Constitucional e no Direito Civil dos países ocidentais.

Agora, vamos aplicá-la, a norma (ocidental), na prática. Vamos começar por um desacerto, entre o Ocidente e Oriente. No Ocidente não há novidade, as normas, nós já as conhecemos ‘superficialmente’, é verdade, por falta de conhecimento, não adentramos em seus mistérios, que seria a compreensão cabal do por que destas normas elementares. Mas, no Oriente, as normas são outras. Algumas conciliam com as nossas outras não.

Um exemplo disso, desta diferença entre um e outro, é o conceito da ‘escravidão’. No Oriente isso ainda hoje, é normal (crucificação, degola, queimar pessoas), como pudemos ver nas novelas da rede globo de televisão, os Dalits ou os intocáveis. Bem, nós não concebemos isso, mas, temos os nossos Dalits, criados pelos oligarcas em várias regiões do país, uma das normas nos diz que não devemos ser hipócritas, no entanto, a oligarquia é uma aberração isso é um consenso, no ‘mundo’ cristão, judaico e democrata! A questão é como o Oriente trata isso e principalmente como o Ocidente trata isso! O que para um é aceitável, para outro é inaceitável e estas são diferenças culturais profundas.

A princesa Isabel, católica, declarou que “daria quantos reinos tivesse para acabar com a escravidão”. E fez a lei “Áurea”, eliminando de vez a escravidão flagrante e ostensiva. Os homens seriam livres! Ou seja, uma liberdade segundo as normas cristãs do Ocidente. Enquanto no Oriente nada parecido com isso aconteceu até hoje!

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Outro exemplo, neste caso de oportunismo de uso da cultura escravagista (do Oriente) para benefício econômico atual, diz respeito aos empresários Ocidentais. Muitos deles foram para China por que a produção é feita por ‘mão de obra escrava’, ou segundo a cultura Oriental, segundo a qual, dentro do contexto do que seja a liberdade no Oriente às pessoas, elas são ‘controladas’ (a sua existência), por lideres que encarnam vários poderes desde os políticos aos religiosos. Então, passam o poder de pai para filho. E eles sabem o que é o melhor para o seu povo (...)! E vivem em estado de alerta contra os inimigos, que os vê em todos os lugares, especialmente para justificar sua imobilidade social. Assim como fez Fidel Castro com relação aos ‘embargos’. O que se provou ser uma mentira. Fidel Castro tem um banco e mais de 180 corporações espalhadas pelo planeta, tudo em nome da família Castro. Além da remessa de dinheiro dos Cubanos que fugiram para os EUA e enviam dinheiro para os parentes em Cuba. O fato é que tudo, em documentos, pertence à família Castro!

Voltando aos capitalistas que foram para a China, evidentemente eles estão agindo de ma fé e em função disso, estão confundindo gravemente, processos econômicos e culturais. Enquanto produzem e ganham dinheiro à custa da mão de obra a preços irrisórios, ao mesmo tempo, ‘incham o mercado’ com produtos geralmente descartáveis e prejudicam o capitalismo que paga impostos. Impostos, que no Brasil tem servido, para aumentar o número dos inimigos do próprio capitalismo, que são os tantos partidos socialistas, que congregam no foro de São Paulo, CELAC, ONU, etc.

Ao mesmo tempo, estes capitalistas, reforçam este modelo de vida, mais oriental que ocidental, aonde como já vimos, transforma as pessoas em números destinados à produção (assim como os intocáveis).

Curiosamente, os líderes, os funcionários públicos de escalão (de China principalmente), deste modelo oriental, tão logo tenham acumulado bons recursos, ou riquezas, saem do país, para nunca mais voltar. Isso acontece uma vez por ano, nas festas do ‘Dragão’, quanto tem um feriado prolongado! Se eles próprios, os chineses, não acreditam no seu modo de vida, quem acreditará? Isto demonstra que tal sistema é sem fundamento, especialmente econômico.

Na outra ponta, os ‘políticos’ brasileiros, portanto, Ocidentais; em quase todos os níveis de organização: de sindicatos, associações, comissões, partidos, jornalismo, universitário, intelectual etc. Eles também estão tomando como exemplo o modo de produção Oriental e a Cultura religiosa Oriental. São simpáticos ao ‘socialismo’ (que nada produz). Mas, este modelo de pessoa, age desta forma, principalmente, por que eles estão mais próximos do poder do que da produção. E querem mudar a produção, explorando a mão de obra, deteriorando o trabalho, para que eles continuem ganhando seus salários, isso em parte, explica o porquê de alguns capitalistas terem preferido se adiantar a este processo de comunização, indo diretamente à fonte: em China, mas como podemos ver este processo econômico, tem um tempo limite, até que se exploda!

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Toda e qualquer tendência de manipular pessoas, que não seja aquela onde o próprio indivíduo ‘se manipula mentalmente’ para emancipar o espírito, ela segue caminhos tortuosos e sempre iniciais. Basta ver os partidos, sempre partindo do zero, as novelas de televisão, propondo adequações a uma realidade deformada, (pelo próprio processo de ‘mudança’), a engenharia comportamental, propondo o abandono de si, até com a liberação da maconha, do sexo livre, do aborto etc. E tudo, pelos ‘melhores motivos do mundo’. Segundo a filosofia Ocidental esta é a proposta da ‘porta larga’. São propostas falsas, provisórias e ainda, fortalecem o inimigo, além de destruir tudo o que se construiu ao longo de muitos anos. Afinal, no Brasil de 1905, dava para se contar o número de carroças e bondes puxados a cavalo!

Pulando alguns estágios, por que não devemos nos estender em uma matéria, devemos lembrar que ainda temos índios. Temos regiões do Brasil ainda dominadas por Oligarquias. Observe como Sarney sai ‘correndo’, para o Norte! O Brasil apesar do seu crescimento, ao longo dos anos, ainda não conseguiu atingir a todos os brasileiros, e não por culpa do processo produtivo, mas por incapacidade humana de aplicar as normas do bem viver, quando então, se age de forma errada. E neste momento histórico, acontece mais uma ‘inversão de valores’, os índios de todas as tribos, estão sendo usados pelo governo de orientação comunista, pela ONU e por grandes forças internacionais que subsidiam as ONGs para criarem novas nações, em torno de 240 países, em 45% da região do continente brasileiro. Isso explica a ‘dinheirama’ derramada no Brasil.

Estamos no ‘olho do furacão’, das graves mudanças da ‘Orientalização’ do Ocidente, promovida por pessoas de formação filosófica contrária à formação Ocidental.

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O que foi dito acima é uma pequena introdução para mostrar a enorme responsabilidade das pessoas que trabalham junto à iniciativa privada, como ‘empresários ou como empregados. Erroneamente se tratam destas pessoas empregadas, como ‘trabalhadores’, o que se assemelha a ‘formigas e abelhas’, evidentemente, o conceito de ‘liberdade Ocidental’, não compactua com estes termos ‘coletivistas’ de massas e hordas humanas, e que acabam por escravizar pessoas e invariavelmente, estas pessoas coletivizadas acabam necessitando de tiranos para governá-los.

Mas, para estas pessoas livres, que tem o seu emprego na iniciativa privada, que estão organizadas em locais de trabalho, na religião, então, porque não no Sindicato? Ora, o Sindicato cumpre três funções importantes para as pessoas: a trabalhista; a proteção e a integridade do local trabalho ou empresa: comércio, hotel etc. e a função política, para garantir a liberdade do indivíduo.

Neste sentido e com um sindicato com esta visão não há justificativa alguma para que não se acompanhe a vida sindical, posto que, a vida sindical é o reflexo da vida do indivíduo no trabalho. No obstante, o quanto este reflexo é o mais próximo possível da realidade, só depende das pessoas.

As pessoas assumem várias posições, ora como empresários, como aqueles que trabalham para estes empresários. De outra forma podem ser funcionários públicos e trabalharem para o Estado, entretanto, se o Estado existe em função do desenvolvimento econômico e como tal não responde como deveria, criando infraestruturas, novas cidades produtivas, então ele o Estado e as pessoas que o compõe tornam-se um ‘peso morto’ para o setor produtivo.

E este tem sido o maior entrave nas negociações entre as pessoas que trabalham e os administradores da iniciativa privada, que seja um terceiro elemento, que nada produz e é sustentado por estes dois e ainda, pela sua incompetência gera grandes massas de miseráveis. Que hoje, vemos estas massas de desempregados e sustentados pelos impostos, assim como os índios, e ambos sendo usados por motivos políticos de tendência coletivista, orientalista. E todos em comum agredindo o modo de produção capitalista, para simplesmente tomar o seu lugar na produção (e consequentemente deteriorá-la) e criar o trabalho escravo ou trabalho elementar, como vemos em China, Cuba, Venezuela, Bolívia, Haiti e países de África.

A questão das melhorias das pessoas que trabalham na iniciativa privada, elas só podem ocorrer se da mesma forma a iniciativa privada estiver em processo de evolução e contando com as iniciativas do estado. O Estado não pode ser inimigo do capitalismo! Assim como o homem que trabalha na iniciativa privada não pode ser inimigo do capitalista e vive-versa. Ao contrário, os funcionários públicos podem muito bem ser inimigos daqueles que trabalham na iniciativa privada, simplesmente lhes criando inconvenientes com greves nas escolas, nos hospitais, nos transportes, nos setores energéticos, e nos aumentos de impostos.

Um exemplo atual é a “Copa”, onde os empresários atuam de uma forma positiva e o governo e os agentes políticos, de outra forma criando o caos. Isso na prática fez com que milhares de reservas de turistas (para S. Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba etc.) fossem cancelados. E isso, estes movimentos políticos (não de reivindicação) vem acontecendo o tempo todo! As greves do Estado e das empresas mistas como as empresas de transporte e hospitais, causam constrangimento aos comércios, às pessoas, ao passo que as greves exclusivamente da iniciativa privada, quando acontecem elas afetam apenas à empresa e às pessoas que nela trabalham e geralmente terminam rapidamente.

Paramos por aqui. Boa leitura e obrigado.
____Luiz C.S. Lucasy****



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