Artigo

SLAVIERO & SLIM CORAGEM AO INVESTIR

Pequena análise econômica.

Salário honesto esta na relação direta com a boa educação no turismo, como matéria prima da arte de atender bem. O resto é burrice!

“Slaviero Hotéis – Um dos mais tradicionais hotéis de Curitiba também faz parte do jeito descomplicado de hospedar Slaviero Slim. Antigo Braz Hotel, o Slaviero Slim Centro alia arquitetura refinada à praticidade e economia dos hotéis Slim”. (Tarifas a partir de R$145).

Acima o leitor viu a propaganda feita pelo Slaviero Hotéis em Curitiba. Como já foi noticiado o hotel esta abrindo em Foz do Iguaçu, com 960 quartos a uma média de U$50 a diária, ou R$120. Com lotação completa, o mínimo que se arrecada por dia (lotado) é R$115.200,00 mil, ao mês: R$3.456 milhões. Trezentos funcionários a uma média salarial (dentro e fora do contratado) de R$1.5 mil significam ao mês R$450 mil em salário mais os encargos e benefícios incluindo férias e 13º, o que deve girar em torno de R$900 mil. Depois vem as empresas terceirizadas como Mac Donald, que devem pagar uma porcentagem sobre a venda de lanches e as terceirizadas para trabalho manual conforme as necessidades do hotel.

Arredondando, são mil quartos por dia (à disposição). Ao ano trezentos e sessenta mil. Considerando uma estadia de “três” dias, são 120 mil quartos ao ano, para uma visitação de 1.5 milhão de turistas (o que significa em média R$1.7 bilhão), ao ano na terra das cataratas. Mesmo não considerando os milhões de compristas ao ano do Paraguai. O mínimo de ocupação diária para manutenção do sistema (com trezentos funcionários) é de 300 quartos ao dia, o que dá ao mês a bagatela de R$1.080 milhão. Evidentemente há outros recursos econômicos praticados no cotidiano e que podem aumentar em até 40% o mínimo exigido.

Não tem café da manha, o que não quer dizer que não tenha um café da manha de uma empresa terceirizada e que pague comissão ao hotel. Não tem o serviço de ‘room service’. O estacionamento deve ser cobrado à parte. E a nota fiscal depende do ‘sistema eletrônico’, que eventualmente pode não funcionar. É Compacto e econômico. Bem, isso define também um tipo de turista, um pouco diferente daqueles que costumam vir a Foz do Iguaçu, que, por exemplo, dependem muito da recepção e das informações sobre as atrações na cidade. Mas isso é de fácil solução, mas não é do caráter do modelo do hotel.

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Todos (boa parte da população de Foz envolvida no ramo) se perguntam se haverá clientes suficientes para este volume de quartos?, e se isso não irá comprometer o modelo de atendimento dos outros hotéis para este mesmo tipo de cliente que até agora, não se tinha em foz a opção de um hotel de luxo e econômico. Bem, uma resposta já foi dada acima. Seja como for, isso força uma alteração na rotina dos hotéis, a partir do funcionamento do Slaviero (sobrenome italiano; origem do nome é do período medieval e que significa eslavo) e Slim (empresário de origem libanesa; considerado pela revista Forbes um dos homens mais ricos do planeta, mora no México).

Note-se que não se trata de salário. Trata-se de economia e novas modalidades de atração ao turista, ou um tipo de turista específico (negociante, estudante, por exemplo). A Volvo (fábrica de motores à diesel) saiu do Paraná, para produzir o mesmo motor, nos EUA e lá, o salário mínimo é de U$700 semanais! Portanto, não se trata de salário. Os motivos de investimentos ou não depende da segurança de governo. O que o governo pode garantir efetivamente. Quando o governo federal se une a notórios comunistas, como Cuba e Venezuela e ainda mantém um exército revolucionário camuflado como o MST e todos os partidos de esquerda, isso causa constrangimento ao capital que se mantém sempre na defensiva, inibindo investimentos e restringindo ao máximo, inclusive os salários, na contramão dos impostos ofensivos.

No Brasil de hoje, quando perdemos a característica de Nação para um mundo globalizado (ou, uma Nova Ordem Mundial, como pretende a ONU), uma cidade de médio porte populacional (300 mil habitantes), não pode e não deve se comparar a outras muito maiores (metrópoles) e outras muito menores (10 mil habitantes). E tão pouco se comparar a outras cidades de população idêntica, mas com um modo de produção diferenciado: indústria, serviços, campo etc. Cada cidade deve desenvolver seu próprio caráter produtivo e de relações humanas, que acabam por definir uma ‘qualidade de vida determinada’ às pessoas desta cidade. Os privilégios entre os diversos grupos produtivos da mesma cidade devem ser honestos e justos, caso em que, se não forem Justus e honestos, ficarão evidentes e criarão celeumas incontornáveis, e isso serve ao próprio ‘capitalismo’, especialmente quando, o processo econômico capitalista, corre o grave risco de submissão a um estado pouco simpático ao único modo de produção no planeta. O que cria uma situação insustentável, ‘não gostar e ter que suportar’, sem ter qualquer outra opção realizável e real na história da humanidade, evidentemente que não sejam aquelas ‘soluções’ que levam ao expurgo de humanos, para ‘limpar a área e começar de novo até o próximo expurgo, o que foi o caso da URSS, especialmente na Ucrânia e que recomeça...
____Luiz C.S. Lucasy****


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